quinta-feira, 31 de julho de 2008

CARTA ABERTA

Às vezes dá vontade de escrever uma carta aberta sobre a crise entre Israel e os países que os cerca.Não é possível tanta gente morrer, tanta gente sofrer, tanta gente perder casas e lares, tanta dor…Árabes e judeus se entenderam muito bem no passado.Queiram ou não, os judeus que permaneceram no Oriente Médio e não emigraram para a Europa, têm costumes alimentares bem parecidos com o dos árabes. Existe semelhança física, inclusive. Não sei se é o árabe ou o judeu de lá que tem um nariz mais arredondado, como se fosse um papagaio, enquanto o outro teria um nariz mais comprido. Ambos são morenos e gostam de falar. Parecem mulheres de tanto que falam e mexem as mãos! Eram alegres.Jerusalém era sagrada e de livre convívio para judeus e árabes, em sua maioria islâmicos e também cristãos.Com a invasão cristã, judeus e islâmicos foram perseguidos e mortos. Não é de hoje que ocorrem crueldades na Terra Santa.Quando os mouros invadiram a Espanha e Portugal, permitiram que os judeus mantivessem sua religião. E foi durante o império árabe na Idade Média que surgiram grandes filósofos judeus que colaboraram naquela época de luz para o Oriente. Com a queda do império árabe na Europa, os judeus e os islâmicos foram perseguidos e mortos aos milhares. Muitos vieram para o Brasil com nomes de árvores, frutas… Os cristãos-novos não são apenas judeus que escondiam a religião para sobreviver. Muitos islâmicos permaneceram na Europa e fizeram o mesmo que os judeus. Tiveram que usar um sobrenome português ou espanhol.Com o tempo, os árabes decaíram e os turcos-otomanos passaram a dominar o mundo islâmico, através de um império com menos luz e paz para todos.Antes da I Grande Guerra Mundial, Inglaterra e França prometem a liberdade para os países árabes dominados pelo Império Turco, aliado da Alemanha. Eles ajudam os ingleses a derrubar os Turcos e a Inglaterra e a França dividem os países neo-colonizados. Os países árabes se libertaram há menos de 70 anos, em sua grande maioria. São países que estão readquirindo valores, reconhecendo culturas e valores próprios. O fundamentalismo é acolhido por uma ínfima minoria, mas serve de justificativa para massacres cometidos pelas potências imperialistas.E, logo após terem obtido a libertação na luta, os árabes se surpreendem com a criação do Estado de Israel no meio do mundo árabe e na Terra Sagrada de Jerusalém. Aí tem início um ódio que já perdura 60 anos.Por isso um dia eu pensei em escrever uma carta aberta e contar brevemente a história e realçar que o povo árabe jamais apoiou o nazismo e lutou contra o mesmo, inclusive. Para quem não sabe, foram os Argelinos os primeiros a confrontar os nazistas na França ocupada.Os árabes incorporaram muitos dos costumes judeus e sempre valorizaram a cultura desse povo. Hoje, no entanto, há um grande ressentimento.Porquê o povo israelense não poem os seus governantes para dialogarem francamente com TODOS os líderes dos países e populações vizinhos?Porquê se torna tão difícil para dois povos que coabitaram um mesmo espaço por mais de um milênio dialogar com o propósito de resolver impasses?

quarta-feira, 30 de julho de 2008

PALAVRAS

Uma palavra ou duas podem preencher um pequeno espaço nesta página, mas jamais ocuparão o seu campo de visão, que sempre quer e espera mais…

terça-feira, 29 de julho de 2008

CORAÇÃO

O meu coração pode caber na palma de uma mão, mas não de qualquer uma. Para ele se entregar, tem que valer o sacrifício da vida e o dispor de si próprio. Não sou eu que escolho. É ele que me conduz.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

UM OLHAR...

Um olhar não é permanente, como o significado das palavras também não o são. Nada é deveras duradouro, mas sofre modificações, rumo à eternidade. O eterno não significa ser impermeável e imodificável. Significa, sim, ser apenas adaptável como a vida, dentro de uma humildade e sabedoria associadas.

UM OLHAR...

Um olhar não é permanente, como o significado das palavras também não o são. Nada é deveras duradouro, mas sofre modificações, rumo à eternidade. O eterno não significa ser impermeável e imodificável. Significa, sim, ser apenas adaptável como a vida, dentro de uma humildade e sabedoria associadas.

domingo, 27 de julho de 2008

UM AMOR VERDADEIRO NÃO NECESSITA DE RÓTULOS

Sou um cara de sorte.Encontrei o amor verdadeiro da minha vida. É um amor incondicional, onde não há barganhas, joguinhos de interesse, cobranças, mentiras, promessas jamais cumpridas e que independe de olhares sedutores ou de lance de pele.É um amor verdadeiramente intenso, como todos deveriam ser.Ela me faz feliz, me alegra o dia, vigia os meus hábitos alimentares e faz questão de dormir ao meu lado, por mais que tenhamos brigado. Não exige nada em troca, mas o seu olhar me cativa, o seu beijo me emociona, o seu toque me arrepia e a sua inteligência me seduz.Simples de hábitos e em tudo, por tudo me fascina.Quando estou distante, não paro de sonhar e pensar no seu dia-a-dia. Preocupo-me com detalhes. Quero simplesmente cuidar e ser cuidado.Hoje, ela é a minha melhor amiga e não abro mão da sua companhia, da sua alegria e do seu bem-estar. Sinto que é uma grande parte de mim…Se isso não for amor, um amor verdadeiro, não sei o que significa.

sábado, 26 de julho de 2008

HIPOCRISIAS DO BRASIL - II

Somos uma sociedade hipócrita.Todos têm carros e vão às ruas, mas ninguém sai do lugar, pois ninguém consegue se locomover naquilo que chamávamos de via pública. Na verdade parece mais uma praça pública construída à forma de um labirinto.Mas o pior são as ambulâncias. Vocês já notaram como tem as feias e simples e as luxuosas? Vocês já repararam como o sinal sonoro é mais potente para as maiores? As maiores geralmente são de hospitais particulares, aqueles caríssimos que nem preciso dizer os nomes. As pequenas e simples são das prefeituras… Quem usa as ambulâncias enormes? Os ricos, os poderosos, os que se acham enviados por Deus e por aí vai… Quem usa as ambulâncias simples, velhas e quase caindo aos pedaços? Os pobres, os fracos, os que foram enviados por Deus por algum motivo, mas sabe-se lá qual e por aí vai…Os carros abrem espaço para as viaturas enormes, luxuosas, um sinal de ’status’, mas para as pequenas, as mais baratas e comprodas em procedimento licitatório, por incrível que pareça, tem gente relutante em fazê-lo. Será que pobre não merece respeito mesmo quando a morte começa a chamar? Por quê se permite tamanha diferenciação entre ambulâncias de pobres e de ricos? Por quê se permite sinais sonoros mais poderosos para as ambulâncias dos mais poderosos?O Brasil é um país de desigualdades sem fim.Quando estava cursando jornalismo, queria cobrir os últimos dias de gravidez de uma mão rica e também o de uma mãe pobre. Queria acompanhar o tratamento pelos familiares, pelos amigos, no trabalho e nos hospitais até o momento do parto, para provar que o tratamento desigual, beirando à discriminação social, se dava antes mesmo do nascimento, mas somente ficaria registrado na história individual, de forma cruel, a partir da recepção diferente que teriam. Não. Nem todos nascem iguais. Não somos um país de iguais. Infelizmente, igualdade vive na letra natimorta da Constituição Federal.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

HIPOCRISIAS DO BRASIL - I

Um dia eu estava caminhando e encontrei um senhor negro de cabelos brancos que iniciou uma conversa. Falante, risonho e visivelmente verdadeiro, era o típico sujeito cativante, daqueles que faz amigos por onde passa.Mesmo tratando de assuntos dolorosos, como de um infarto sofrido, ele sorria, como se aquilo fosse uma viagem de aventura, apenas. Haja bom humor para encarar a quase morte e UTI hospitalar, cirurgia e remédios como uma mera viagem de aventura.Ao parar de caminhar, em frente a um supermercado, ele me contou que ao dos Estados Unidos pela antiga Varig, um sujeito agressivo, mal educado e bêbado o provocou, perguntando o que um negro fazia no avião e o que ele estaria fazendo de errado… Aquilo subiu-lhe o sangue e pediu para o sujeito se retirar, e ele não se retirava, até que a notícia chegou ao comandante e este rapidamente veio para aumentar o drama ao perguntar o que aquele senhor - pacato que portava apenas uma pele de cor diferente - estava provocando… A discriminação ficou tão evidente que as pessoas que estavam ao redor queriam agredir não só o bêbado, mas o comandante que parecia viver não nas nuvens, mas na lua ou em algum campo de concentração ou ainda em alguma porção de terras invadida por algum país que diz ter fronteiras definidas pela Divindade.O infarto veio logo após o pouso do avião… O comandante foi ao hospital pedir desculpas. E aí aquele senhor discriminado, mas que se manteve sempre silente e discreto, se identificou. Era uma alta autoridade do Governo Federal…Um país sem preconceito? Aqui, onde a cor serve para identificar os que nasceram virados para a lua e onde ser humilde parece ser sinal de fraqueza e arrogante sinal de status?Há tantas hipocrisias…

quinta-feira, 24 de julho de 2008

CRÍTICAS QUE CRIAM DÚVIDAS

Li na Caros Amigos de Março uma crítica que me acertou em cheio. Ela dizia que há muitos que escrevem, mas que não têm coragem de abandonar seus cargos públicos. Esses tornariam a escrita não uma paixão a que entregam a alma, mas um meio termo. Serei um fraco? Ou pretendo reunir forças? Ou será que preciso ter certeza de que tenho jeito pra coisa? São tantas as dúvidas. Desse jeito, se nem sei responder algo mais simples, como saberei algo mais consistente?

quarta-feira, 23 de julho de 2008

ELES SÃO NÓS DE OUTRA FORMA, OU NÓS SOMOS ELES BAGUNÇADOS

Gosto do povo e sou obsessivo por observá-lo de forma discreta. Acho que isso enriquece a alma, ainda mais de quem escreve.Pessoas são pratos cheios para prosas e crônicas. … ELES SÃO NÓS DE OUTRA FORMA OU NÓS SOMOS ELES BAGUNÇADOS… Hummmm, quanta confusão! Temos que observar para tentar entender a humanidade, mas sem perder a graça em nenhum instante.

terça-feira, 22 de julho de 2008

HÁ DOIS TIPOS DE LUTAS. A DAS ARMAS E A DO PODER

O filósofo e jurista Ihering entendia que a justiça no sentido do direito apenas se efetivava com a luta. A luta nunca acabou e nunca acabará. As suas duas vertentes sempre continuarão caminhando lado-a-lado com a humanidade.Podemos lutar com as palavras e os ideais, no sentido mais belo do humano e também do dever ser. Hoje, há a internet com tudo o que proporciona de comunicação e interatividade, há livros, jornais, fanzines… Lutamos com as palavras e através do convencimento.Mas também há a luta com a força traiçoeira, física ou não. Exemplos disso: guerras, brigas partidárias e tudo mais que a mente vazia proporciona. É a briga pelo poder e com o uso da força.O ser humano ainda não conseguiu desequilibrar a balança para a luminosidade que as palavras podem encartar, preferindo folhear as páginas da história da beligerância.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

SER HUMANO

Não há nada mais intenso que o nascer, nada mais duradouro que os sonhos e nada mais próximo do universo que a mente humana

domingo, 20 de julho de 2008

“A experiência é um pente que a vida te dá quando já estás careca” (VOSS)

sábado, 19 de julho de 2008

MEROS INSTANTES

Muitas vezes escrevo para o blog não por inspiração, mas em consideração ao leitor. É um dever que tenho com aqueles que passeiam pelo blog ainda que por breves frações de minutos. Para quem passeia, pode se tratar de meros instantes sem tanta relevância, mas, para mim, tem uma importância extrema e que se eterniza com palavras que não se apagarão.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

DOS SUBTERRÂNEOS BROTAM POESIAS

Às vezes estou no subterrâneo da cidade e vejo pessoas tão repletas de charme e de beleza; pessoas vestidas não de forma parecida, mas idêntica; as sorridentes e também as tristes; as ansiosas e as despretensiosas; gente educada e também aquelas que não têm noção do que é viver em sociedade. Há de tudo nos subterrâneos de uma grande metrópole. Acima de tudo -sim, embora esteja abaixo da terra, há coisas que se sobrepõem em termos de valores -, há vida naquilo que chamamos de transporte de metrô subterrâneo. São pequenos detalhes de um convívio imprescindível para se notar o diferente, o original, o igual, o massificado e o que é belo. É notar poesia logo ao amanhecer, nos subterrâneos…

quinta-feira, 17 de julho de 2008

BEM-VINDO AO BLOG ONDE AS PALAVRAS MUITAS VEZES VOAM E, ALGUMAS OUTRAS, SEQUER DECOLAM.


quarta-feira, 16 de julho de 2008

CORAÇÃO VALENTE

Quando o nosso coração volta a bater e ter o horizonte como limite, vemos o quão importante é termos amigos de verdade, anjos que aparecem para nos socorrer, e toda a nossa vontade de mudar o mundo, ainda que sintamos que ele nos machucou.

terça-feira, 15 de julho de 2008

MUNDO..,

Hoje, eu só quero brincadeiras, felicidade e verdades poéticas. O mundo ainda é colorido e belo e nos permite sonhar.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

AINDA ACREDITO QUE OS PEQUENOS ATOS FAZEM A GRANDE DIFERENÇA

Como cidadão, tento reciclar todo o lixo possível em minha casa e não jogo resíduos de qualquer espécie na via pública.
Como agente público, trabalho com o interruptor desligado, já que sou beneficiado com a vista e a luminosidade de uma enorme janela para os padrões atuais.
Não faço mais que a obrigação de qualquer pessoa que deseja um mundo menos insalubre.
Pense no que você também pode ajudar, e faça!

domingo, 13 de julho de 2008

OS ÍNDIOS, SEMPRE ESQUECIDOS

Chamada publicada na página do ACNUR - Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, revela que os indígenas, como membros de uma comunidade socialmente mais frágil, são alvos frequentes de violações aos direitos humanos, em especial ao “desplazamento” forçado, ou seja, à saída forçada do local em que habitavam, afastando-os dos diversos laços que os vinculavam àquele canto.
O blogueiro observa que isso pode se dar em razão de guerras, mas também por razões de exploração econômica, como no caso de jazidas de minérios e até mesmo de construção de usinas hidrelétricas, como ocorre com freqüência no Brasil.
E os índios continuam esquecidos à própria sorte. Observem nos centros urbanos os indígenas voltados à mendicância, sinal do descaso e do desrespeito continuado aos seus direitos humanos.

sábado, 12 de julho de 2008

A ETERNA REVOLUÇÃO DE CANUDOS

Canudos e seu povo, uma verdadeira paixão. Depois que se ultrapassa o portal da história do local, modificamo-nos espantosamente. É a revolução interior por se conhecer um pouco melhor este país e sua gente.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

PINGOS NOS IS

O Brasil está tomando um novo rumo.
Desde 1964 vivíamos uma depreciação cultural e um atraso educacional. A democracia reinaugurada em 1985, foi, aos poucos, dando voz aos intelectuais e, hoje, podemos discutir, criticar, opinar e até mesmo não ter, necessariamente, opinião sobre algo ou tudo o que nos é apresentado.
O Brasil tende a crescer não apenas economicamente, mas intelectualmente, face à sensibilidade nata da sociedade nacional. Somos uma miscigenação consciente e crescente. Dificilmente aceitamos radicalismos e temos a tendência a tentar perceber o lado que é escondido das coisas e das pessoas.
Somos um povo que poderá compreender a situação dos palestinos e dos israelenses, dos iraquianos, dos afegãos e de tantos outros povos submetidos à humilhação diária decorrente da negativa de acesso aos direitos elementares humanos.
Somos um povo que pode por fim à violência nas batidas policiais nas favelas, nas ruas, nas reintegrações de posse e nas invasões a estádios e unidades prisionais. Somos um povo que pode por fim à miséria existente, amenizando o sofrimento dos excluídos. Somos um povo que pode respeitar a natureza, sem degradá-la, ao explorar economicamente uma área determinada.
Não estou escrevendo isso sob um sentimento nacionalista piegas, mas percebendo as manifestações cada vez mais críticas de uma camada importante da sociedade brasileira.
Há muitos excluídos intelectualmente ou porque assim desejam ou porque não tiveram oportunidade de ter acesso aos meios para enxergar realidades escondidas.
Somos um país que pode fazer a lição de casa e mostrar ao mundo que Justiça com respeito aos direitos humanos é praticável, necessário e preemente.
Alguém duvida de que daqui uns 20 anos o Brasil despontará nas artes, na música, no cinema, na literatura, na pesquisa científica, no direito internacional e na defesa dos direitos dos indígenas e da fauna e flora? Basta continuarmos sob um regime democrático, sem veto ao aprendizado, à cultura e às discussões.
Acredito piamente neste país, neste povo e no nosso potencial de mudança de paradigma.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

HISTÓRIA DE AL-ANDALUZ

Abaixo, texto de uma importante página virtual espanhola sobre a história da Andaluzia. http://www.legadoandalusi.es/
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Al-Andalus fue una civilización que irradió una personalidad propia tanto para Occidente como para Oriente. Situada en tierra de encuentros, de cruces culturales y fecundos mestizajes, al-Andalus fue olvidada, después de su esplendor, tanto por Europa como por el universo musulmán, como una bella leyenda que no hubiera pertenecido a ninguno de los dos mundos. Estas son las etapas cruciales de sus ocho siglos de existencia.

El emirato y el califato Omeya.
Al-Andalus, tierra de los vándalos, en árabe. Así se conoce la zona de ocupación musulmana en la Península Ibérica, que abarcó desde el siglo VIII hasta finales del XV y llegó a comprender gran parte del territorio español. La extensión del Estado musulman llamado al-Andalus varió, pues, a medida que se modificaban las fronteras y, tanto hispano-musulmanes como castellano-aragoneses avanzaban conquistando territorio.

La pujante civilización musulmana de Oriente pronto se desbordará hacia Occidente: el Magreb, España, y hasta parte de Italia y Francia. Durante el siglo VIII, y a través del norte de África, penetraron en la península una serie de grupos y familias nobles árabes venidas del este, y de grupos bereberes procedentes del Magreb, que paulatinamente se asentaron en tierras de al-Andalus. Ello no significó una ruptura total con la cultura entonces imperante, la hispanogoda. Antes bien, ambas se entroncaron dando un resultado muy peculiar y autóctono, deslumbrante, que diferenció notablemente el Islam occidental del oriental.La fusión entre árabo-bereberes e hispanogodos se produjo en un principio sin grandes traumatismos y con la naturalidad que sólo el tiempo y la cotidianeidad a veces procuran.

Durante la segunda mitad del siglo VIII se produjo una seria escisión en el imperio musulmán. Una ruptura dinástica que terminó con los omeya que gobernaban en Damasco, para entronar a los abasíes, que se asentaron en Bagdad. Un príncipe omeya huido de Damasco, Abderrahman I, penetraría en al-Andalus formando un nuevo Estado con base en Córdoba: el emirato, independizándose de la política bagdadí.Ocho emires se sucedieron del 756 al 929 en una época brillante culturalmente –aunque oscurecida con diversos levantamientos muladíes y mozárabes– hasta que Abderrahman III decidió fundar un califato, declarándose Emir al-Muminin (príncipe de los creyentes), lo cual le otorgaba, además del poder terrenal, el poder espiritual sobre la umma (comunidad de creyentes).

Este califa, y su sucesor al-Hakam II, supo favorecer la integración étnico-cultural entre bereberes, árabes, hispanos y judíos. Ambos apaciguaron a la población, pactaron con los cristianos, construyeron y ampliaron numerosos edificios –algunos tan notables como la Mezquita de Córdoba– y se rodearon de la inteligencia de su época. Mantuvieron contactos comerciales con Bagdad, Francia, Túnez, Marruecos, Bizancio, Italia, y hasta Alemania.

Reinos de taifas y dinastías norteafricanas.
Sin embargo, no todos los sucesores de estos brillantes califas siguieron tan acertada política, sino que dejaron desbocarse al caballo del poder. Tras veintidós años de fitna (ruptura, o guerra civil) se abolió por fin el califato. Corría el año 1031.Los hábitos secesionistas y rebeldes surgieron de nuevo con gran fuerza; la división y la descomposición se impusieron en al-Andalus. Todas las grandes familias árabes, bereberes y muladíes, quisieron hacerse con las riendas del país o, al menos, de su ciudad, surgiendo por todas partes reyes de taifas, muluk al-Tawaif, que se erigieron en dueños y señores de las principales plazas. Este desmembramiento supuso el comienzo del fin para al-Andalus, y ante semejante debilidad, los cristianos se crecieron, organizándose como nunca antes lo hicieran para combatir a los musulmanes.La primera gran victoria sobre el Islam peninsular la protagonizó Alfonso VI cuando, en 1085, se hizo con la ciudad de Toledo.La unidad étnico-religiosa lograda hasta el momento también se resintió, surgiendo mercenarios, tanto musulmanes como cristianos, dispuestos a luchar contra sus propios correligionarios.

Los Almorávides.
Sin embargo, en esta época surgieron relevantes figuras en el campo del saber, y, en una constante emulación de los lujos orientales, se construyeron suntuosos palacios, almunias y mezquitas, y se celebraron las fiestas más comentadas, fastuosas y extravagantes de la cuenca mediterránea.Mientras, a finales del siglo XI, en el Magreb occidental, hoy Marruecos, surgió un nuevo movimiento político y religioso en el seno de una tribu bereber del sur, los Lamtuna, que fundaron la dinastía almorávide (ver Ruta de los Almorávides). En poco tiempo, su actitud de austeridad y pureza religiosa convenció a gran parte de la desencantada población, y con su apoyo emprendieron una serie de contiendas logrando formar un imperio que abarcaría parte del norte de África y al-Andalus, que a través del rey sevillano al-Mutamid, había pedido su ayuda para frenar el avance cristiano. Encabezados por Ibn Tashfin, penetraron los almorávides en la Península, infligiendo una seria derrota a las tropas de Alfonso VI en Sagrajas. Pronto conseguirían acabar con los reyes de taifas y gobernar al-Andalus, no sin cierta oposición de la población, que se rebelaba contra su talante puritano y su rigidez. Algo que no le iba nada al hedonista y liberal pueblo andalusí. A pesar de todo, la nueva situación supuso un nuevo incremento del bienestar social y económico.
Los cristianos obtuvieron mientras tanto importantes avances, conquistando Alfonso I de Aragón Zaragoza en 1118. Al mismo tiempo, los almorávides veían amenazada su propia supremacía por un nuevo movimiento religioso surgido en el Magreb: el almohade.Esta nueva dinastía se generó en el seno de una tribu bereber procedente del corazón del Atlas que, encabezada por el guerrero Ibn Tumart, pronto se organizó para derrocar a sus predecesores. También desde Marraquech, gobernaron y se hicieron con las riendas de al-Andalus, dotándolo de cierta estabilidad y prosperidad económica y cultural. Fueron grandes constructores y también se rodearon de los mejores literatos y científicos de la época. Sin embargo, al igual que los almorávides, terminaron por sucumbir ante la dejadez espiritual y el relajamiento de costumbres que casi siempre caracterizó a al-Andalus.
La dinastía nazarí.
Cuando el avance castellano era imparable, haciéndose Fernando III con gran parte de las ciudades andalusíes en el siglo XIII, surgió en Jaén una nueva dinastía, la nasri (nazarí), fundada por al-Ahmar ibn Nasr, el célebre Abenamar del romancero, que habría de procurar un nuevo respiro a los musulmanes. Asentado en la ciudad de Granada, su reino abarcaba la región granadina, almeriense y malagueña, y parte de la jiennense y la murciana. Oprimido desde el norte por los reinos cristianos, y desde el sur por los sultanes meriníes de Marruecos, los nazaríes establecieron un reino basado en lo precario y la inestabilidad. A pesar de todo, Granada fue una gran metrópoli de su tiempo que acogía a musulmanes de todos los confines, y en la que se levantaron suntuosos palacios –la Alhambra, nada menos–, mezquitas y baños públicos. Siguió asombrando a propios y a extraños hasta que en 1492 y, tras varios años de intrigas palaciegas y escaramuzas con los castellano-aragoneses que acechaban sus fronteras, el rey Boabdil, Abu Abd Allah, capituló ante los Reyes Católicos, entregándoles Granada.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

BRASIL E OS SEUS LUGARES EXÓTICOS E LINDOS

Conheço bem os cantos e recantos desse país. Mas não fui como mero espectador ou como um ansioso pesquisador. Fui como alguém que tenta interagir, enxergar e ouvir. Sentir na pele os dramas é comovente e aniquila qualquer espécie formada antecipadamente de conceitos errôneos (preconceitos).
Saudades de Jericoacoara, Canudos, Juazeiro da Bahia, Chapada Diamantina, Pantanal, São Joaquim, Itaúnas, Prado, Abrolhos, Fernando de Noronha, Belém do Pará, São Miguel das Missões… Que vontade de retornar e quanta vontade de conhecer outros lugares, como a Ilha do Bananal e tantos outros lugares exóticos e lindos.

terça-feira, 8 de julho de 2008

POESIAS NA VIDA

O mundo é repleto de poesias.
Nós somos as letras e os caminhos as estrofes.
A vida é o conjunto de letras e estrofes. E cabe a nós entendermos e valorarmos ou não essa poesia feita exclusivamente para nós.
Deus, um Grande Poeta.
O homem, um pequeno admirador dessa poesia.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

ENXERGAR

Um pequenino grão de poeira pode atormentar a vista e fazê-la lacrimejar. Porém, só fecharemos os olhos se quisermos. Por maiores que sejam as dificuldades e as tristezas, temos que ter o horizonte como meta. Enxergar e ver o que está em frente e rumar ao nosso caminho.

domingo, 6 de julho de 2008

INDIVIDUALIDADE

Vi uma foto que me impressionou, o de um menino que vive numa situação paupérrima lá no Sudão, mas mesmo assim expressa um sorriso puro e contagiante, como se fosse capaz de enxergar um outro mundo. Que outra forma de viver é esta que, aos poucos, nos tornamos incapazes de enxergar?Independentemente da cor, da religião, da idade, da vestimenta, nós todos somos um só. Temos a mesma essência. A individualidade é tão pequena perto desse todo, mas mesmo assim preferimos valorizá-la em demasia e nos perdemos da coletividade, da natureza e do próprio universo.

sábado, 5 de julho de 2008

STJ VAI DECIDIR FUTURO DE AÇÃO CONTRA A REDE GLOBO

Família Ortiz Monteiro afirma que Roberto Marinho fraudou documentos da transferência da antiga TV Paulista, atual TV Globo de São Paulo
Eduardo Sales (de São Paulo, para a Agência Brasil de Fato)

O futuro da ação que contesta a transferência da TV Globo de São Paulo para a família do falecido empresário Roberto Marinho está nas mãos da 4ª. Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em dezembro de 2007, o órgão aceitou analisar o recurso apresentado pelo advogado da família Ortiz Monteiro, Luiz Nogueira. Ele contesta a decisão tomada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que julgou prescrito o processo sobre a legalidade da transferência das ações, reconhecida pelo Ministério das Comunicações no ano de 1977, durante o regime militar.

Uma decisão favorável à família Monteiro pode determinar que a Justiça avalie o mérito da ação, algo que não foi feito desde 2002 quando o processo começou. O principal argumento da família Monteiro é uma perícia realizada pelo Instituto Del Picchia que atesta “falsificação grosseira” em cópia dos documentos apresentados por Marinho. As procurações, por exemplo, trazem o número do CIC – o atual CPF – quando esse tipo de identificação nem havia sido criado pelo governo brasileiro, o que só foi ocorrer em 1969.

Até o momento, a Rede Globo não apresentou a versão original destes documentos. A empresa alega, no processo, que os papéis foram extraviados. “A transferência ocorreu com irregularidades, mediantes diversos documentos mal redigidos e com imprecisões, sem qualquer registro nos órgãos competentes, sem firmas dos signatários reconhecidas, bem como um dos cedentes já seria falecido à época”, relata o advogado Nogueira, no processo.

A família Ortiz Monteiro, ex-acionista majoritária da então TV Paulista, vem tentando comprovar na Justiça a inexistência de ato jurídico na compra da televisão. A questão envolve intrincadas negociações que remetem à época anterior ao regime militar no Brasil, período no qual a Rede Globo se tornou o maior conglomerado de comunicação da América do Sul com apoio da ditadura.

Histórico
Em 1950, os acionistas controladores da TV Paulista eram Oswaldo Ortiz Monteiro, ex-deputado federal, seu irmão Hernani, o cunhado Vicente da Costa e Vicente Bento Costa. Cinco anos depois, eles venderam 52% do capital total da TV Paulista para Victor Costa Petraglia, que morreu quando a transferência da emissora para seu nome ainda tramitava no extinto Departamento Nacional de Telecomunicações (Dentel). A empresa, no entanto, ficou sob o comando de Victor Costa Júnior, filho de Petraglia, mas as ações continuaram em nome dos ex-acionistas.

Em 1964, Victor Costa Júnior vendeu a emissora para a família Marinho, que pagou cerca de US$ 2 milhões na época. Ocorre que, na prática, a TV Paulista nunca constou dos bens da família Petraglia. E Roberto Marinho teria comprado o controle da TV Paulista de quem, na verdade, não detinha as ações.

É aí que entram as suspeitas de falsificações. O negócio foi registrado como se Roberto Marinho tivesse adquirido as ações diretamente da família Ortiz Monteiro. Recibos e procurações supostamente assinados pelos antigos acionistas foram entregues ao governo como comprovantes da operação.

Oswaldo morreu em 1984 e nunca contestou a operação. Suas filhas ainda eram crianças, à época. Anos após o falecimento de seu pai, a filha mais velha, Regina Ortiz Monteiro, deu início à busca dos documentos para verificar a veracidade dos mesmos e teria percebido que havia ilegalidades. Foi quando, em 2002, a família entrou com uma ação na 41ª Vara Cível do Rio de Janeiro contestando a existência de ato jurídico na transferência das ações.


A questão, no entanto, não chegou a ser analisada, pois a Vara Cível e, depois, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro consideraram que o objeto estava prescrito, pois já havia passado mais de 20 anos do reconhecimento da transferência das ações para o nome das Organizações Globo.
A defesa, no entanto, recorreu e afirmou que a ação não era anulatória e nem objetivava a invalidação de ato jurídico. Em vez disso, alegava a inexistência deste ano. O STJ aceitou analisar o caso e, se os ministros da 4ª turma derrubarem a decisão do Tribunal, a Justiça terá de examinar a perícia apresentada pelo Instituto Del Pichia. E a Rede Globo será obrigada a comprovar a titularidade da emissora paulista que responde por mais de 50% de seu faturamento. Procurada pela reportagem do Brasil de Fato, as Organizações Globo responderam por meio de sua assessoria de imprensa que aguardam a decisão do STJ.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

AQUELES DIAS

Tem dia em que acordamos mal e tudo dá errado. A primeira coisa que reparamos é que não estamos vestidos de uma forma que nos agrada visualmente. A outra é a sensação de estar atrasado. Se estivermos em local público, culpamos as pessoas que estão ao nosso redor, sejam motoristas ou transeuntes, e ainda o instituidor da “Lei de Murphy”.
Quando estamos de carro, parece que a faixa que escolhemos é a mais lenta. Quando optamos por transporte público, a linha de ônibus dá a sensação de ser a mais atrasada, a estação do metrô parece estar cheia demais e os trens da CPTM dão a impressão de não chegarem nunca.
Quando chegamos ao compromisso, seja trabalho ou o que for, dá a impressão de que precisamos tomar um banho, pois a nossa aparência está horrível, seja pela cara de mau humor, pela sudorese excessiva ou pelo cabelo espetado pela energia negativa que emanamos.
Num dia desses, se nos fosse permitido, seria bom dormir. Ah, mas se tentássemos tirar uma soneca, de certo apareceria um caminhão de gás com aquela musiquinha pra lá de irritante, crianças gritando e jogando bola, cachorros latindo, telefone tocando logo cedo…
Não tem jeito. O negócio é acordar de bom humor. Receita? Ria de si mesmo nas situações que você julga possíveis para a manhã seguinte. Ao menos você já estará preparado para rir um pouco.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

MÊS DE JULHO



Mês de julho, mês de férias escolares, tempo normalmente de frio e que nos convida a tomar um bom vinho, comer massas e pratos mais fortes.
Julho também é um mês que está praticamente no entroncamento dos dois semestres do ano, simbolizando que o ano está mais próximo do fim do que do início.
Época em que muitos passam a realizar planejamentos para o ano seguinte, muitos passam a frequentar academias, muitos passam a querer celebrar a vida mais intensamente, muitos se desesperam pois nada fizeram de interessante no ano…
Julho é simbólico e importante. Todos os meses têm significados próprios, mas como temos mania de definir dias e meses, optei por traçar algumas características próprias do ser humano nessa época do ano.
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Abaixo, um pouco mais do mês de julho, extraído da página WIKIPÉDIA
“Julho é o sétimo mês do ano no Calendário Gregoriano, tendo a duração de 31 dias. Julho deve o seu nome ao imperador romano Júlio César, sendo antes chamado Quintilis em latim, dado que era o quinto mês do Calendário Romano, que começava em Março. Também recebeu esse nome por ser o mês em que César nasceu.
Julho começa (astrologicamente) com o Sol no signo de Câncer (Caranguejo) e termina no signo de Leão. Astronomicamente falando, o Sol começa na constelação de Gemini (Gêmeos/Gémeos) e termina na constelação de Cancer“.
(…)
“Julho e Agosto são os unicos meses seguidos do ano que tem 31 dias. Isso aconteceu porque os dois meses são homenagens a Imperadores Romanos e um não poderia ter uma homenagem menor que o outro”.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

AVIÕEZINHOS DE PAPEL

Você sabe o destino dos aviõezinhos de papel? Nem eu. Eles são livres para acompanhar o vento e sobrevoar onde quiserem. É o rumo da vida…

terça-feira, 1 de julho de 2008

INOCÊNCIA


Quanta saudade de mandar recados para as meninas da escola por aquela forma romântica do aviãozinho de papel… Essa inocência impregnou a minha alma e talvez tenha me transformado em um dos últimos românticos.