quarta-feira, 30 de abril de 2008

PAPAGAIOS DA MÍDIA

Aquele que não tem paciência com quem repete, impensadamente, o que lê na mídia de marketing ou quem defende apenas a mesquinharia disfarçada de movimento ético.

VEJA O VÍDEO DO JORNAL DA POMPÉIA

http://www.jornaldapompeia.blogspot.com/


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terça-feira, 29 de abril de 2008

VEM AÍ O JORNAL DA POMPÉIA

Dê uma olhada nesse projeto jornalístico que visa reunir a maior parte das informações importantes para o lazer e o exercício da cidadania de quem mora na Vila Pompéia e região.



Os colaboradores estão dando o formato e a alma a esse periódico virtual.

INAUGURAÇÃO EM MAIO, mas já há textos disponibilizados para a leitura. Passe por lá.

http://jornaldapompeia.blogspot.com/

AINDA A ESQUERDA

Ao contrário do que muitos pensavam, a esquerda não desapareceu com as palavras de Norberto Bobbio ou com a queda do Muro de Berlim.Hoje, ainda há dois posicionamentos básicos. Um, dos que acreditam no neoliberalismo como fonte do progresso humano. Dois, dos que ressaltam todos os males provocados ao ser humano e à natureza pela produção desenfreada do último estágio do capitalismo, ou seja, o neoliberalismo.A direita e a esquerda, hoje, de certo, não discutem apenas a questão do emprego e do lucro, mas a própria relação do homem com os outros homens e com a própria natureza. A direita abstrai o universo e a esquerda observa as conseqüências dos atos humanos.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

NO BANCO DE UMA PRAÇA

Em um banco de uma praça podemos nos recolher, descansar, visualizar os prédios e a natureza, ver as pessoas que passam, tentar compreender uma gente e até fazer amizade. Alguns amigos aparecem sem nada dizer ou pedir. Apenas querem estar ao lado. Não precisam se comunicar para demonstrar afeição, não precisam pedir um abraço ou um olhar solidário. Apenas se colocam como amigos, na humildade das melhores amizades, a mesma que nos levou a ficar naquela praça…

EM BREVE...

Quem disse que sonho não pode virar realidade, ainda que não seja exatamente igual àquilo que vivenciamos enquanto dormíamos?

domingo, 27 de abril de 2008

QUEM SOU? SE UTILIZAR O MÉTODO DEDUTIVO, DEVO SER O... GARFIELD?

Apenas os gatos tem 7 vidas. (premissa maior)Eu estou exatamente na 7ª vida. (premissa menor)Logo, sou um gato. (conclusão lógica)
Quem é um gato, gosta de comer e é gordo é o Garfield. (premissa maior)Eu sou um gato, gosto de comer e estou gordo. (premissa menor)Logo, eu sou o Garfield. (conclusão lógica)
As terceira e quarta conclusões lógicas são notórias e, portanto, independem desse raciocínio “complexo”: se eu sou o Garfield, como acredito ser, sou extremamente “famoso” ea barriguinha e a preguiça são o meu verdadeiro “charme”! (ah, não perco nunca mais essa pança)
Hummmm! Estou gostando desse negócio de “filosofia”. Depois, dizem que esse Garfield não gosta muito de cultura. Ei, por falar em cultura e boa leitura, será que saí na primeira edição da Caras desse ano?

sábado, 26 de abril de 2008

SONHAR ACORDADO

Quem nunca sonhou acordado e quem nunca viveu um sonho? Coisas tão diferentes e que levam a uma só coisa, a algo bem distante do dia-a-dia, da realidade, da rotina e do desdém por algo que supera o simples produto. Deixamos de ser produto, de ser objeto de manipulação e produzimos o nosso dia-a-dia, vivenciando o que pretendemos e o que sonhamos.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

EXALTAÇÃO DA VIDA

Não preciso ter a forma que os outros querem que eu tenha. Não preciso ter a aparência imposta pela visão estreita de alguns sobre o que é belo. Não preciso ter aquilo que não é absolutamente necessário. Não preciso fazer o que os outros gostariam que eu fizesse. De fato, não preciso e vou contra todos esses modelos. O meu eu, de certo, vai muito além de tudo isso que é extremamente valorizado no ocidente, o estereótipo, o ter e a aparência de poder.Ao invés de estar em um bar, posso me sentir mais à vontade em um banco de uma praça, sentindo um vento gélido ao caminhar pelas ruas de uma pequena cidade em um dos extremos do planeta ou escrevendo pequenas bobagens como esta. O meu eu não é superior ao seu ou de qualquer outra pessoa, mas está caracterizando-se como um eu rebelde, que não precisa autoafirmar-se, mas demonstrar-se. É um eu um tanto poético, mas que se adapta a padrões como qualquer outro, no caso àqueles esquecidos no tempo. O meu eu pode estar atrás ou à frente, mas para mim pouco importa. O meu eu é o meu eu e não o eu dos outros. Não é um eu exclusivo e totalmente diferenciado, mas é o que escolhi para mim, por me propiciar felicidade em exaltação da vida.

INJUSTIÇAS

Há tanta miséria neste planeta. Injustiças são descobertas a cada análise, cada olhar. O que diferencia as crianças de lá e de cá talvez seja uma realidade histórico-social. Mas o sorriso ao ganhar um pedaço de chocolate é sempre o mesmo. As crianças recolhem a ingenuidade, demonstrando-a em poucos momentos, mas o suficiente para nos dar certeza de que o mundo tem chance de dar certo.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

IDEOLOGIA

Ou a pessoa tem e manifesta ou simplesmente não a possui. E é nesse último caso que pode surgir a disfarçatez.

MAIS DE 500 VISITAS. OBRIGADO!


quarta-feira, 23 de abril de 2008

RELATO DO POVO

Um jornalista jamais pode prescindir do relato do povo. Não. Não se trata de sensacionalismo, mas sim de dar a entonação poética para a história relatada, humanizando os fatos, fatos humanos.

CENTROS COMERCIAIS - PARTE 3

O destino não permite, mesmo, que eu desfrute dos prazeres da maioria...

Um grande centro comercial havia acabado de ser inaugurado próximo de casa. E como a minha cachorra gosta de passear e de correr, imaginei que levá-la nesse lugar seria uma alternativa interessante nos dias de chuva. Antes, porém resolvi ligar para me certificar de que poderia levá-la. Demoraram a responder, mas a atendente, educada e parecendo que lia um comunicado, disse-me que eu poderia conduzir a minha cachorra de pequeno porte desde que fosse com coleira e guia. Era essa a única condição.

Vou ser sincero, no sábado que optei por levá-la no centro de mau gosto, já imaginei que seria criado algum problema, principalmente por ela ser da raça não definida, ou seja, vira-lata.

Subi a rampa da entrada olhando para os lados, para ver se alguém me proibiria de entrar, mas não teve outra. Assim que pus os pés na majestosa disneylândia do consumo, fui barrado por um segurança de aparentemente 3 metros de altura. A minha cachorra, de tão pequena, com certeza deve ter desaparecido de qualquer enquadramento das câmeras de segurança. O Golias, educado, disse que eu somente poderia conduzí-la no colo e que a minha entrada no supermercado e na área de alimentação estava proibida. Ironicamente, eu perguntei se a proibição era decorrente da minha cachorra não ter uma raça definida e o segurança, sem graça, disse que não e chamou o seu supervisor para verificar a possibilidade de eu ingressar no estabelecimento acompanhado daquele feliz e inocente ser.

Não bastasse eu não gostar daquele tipo de lugar, ainda tive que me submeter a tamanho constrangimento, mas tudo bem, o que eu não faço pela alegria da minha pequena e inaudível cachorra? O supervisor tentou me convencer a deixá-la, mas depois permitiu que eu ingressasse no estabelecimento, desde que não me aproximasse da área de alimentação e nem do supermercado.

Bobo, eu optei por aceitar a condição e, logo ao descer, acabei me deparando com aquele centro mal cheiroso de alimentação. Aí, não tive dúvidas em ir embora, justamente para evitar outro tipo de constrangimento.

A minha cachorra, coitada, nem percebeu nada. Apenas olhava para as pessoas e abanava o seu enorme e exótico rabo. E eu tive a certeza de que o destino me impedia de tentar sequer me esforçar a frequentar aquele tipo de ambiente. Feliz destino!

terça-feira, 22 de abril de 2008

VIDA

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PINGOS NOS "IS": IDIOTA INÚTIL

Cronista, jornalista e historiador são seres complicados, que acham que são capazes de desvendar quaisquer pessoas e atos e que se julgam gênios, podendo endeusar ou crucificar fatos e os pobres mortais ou até imortais.

Um desses que se julgam geniais é o cronista português João Pereira Coutinho, que escreve para o jornal Folha de São Paulo. O que ambos têm em comum? A guinada à direita, o desrespeito com o público e a verdade fática.
A Folha demitiu o ombusdsman que ainda estava em pleno mandato, simplesmente por ter criticado a empresa jornalística em que labora, o que aliás faz parte da sua função e da previsão contratual. Já o citado historiador e cronista Coutinho escreve falsas crônicas do absurdo. Na última (22/04/08 - E10), ele chama Jimmy Carter, o único presidente dos Estados Unidos que sempre defendeu abertamente a política dos Direitos Humanos, de "idiota útil", ou, como explicitou melhor, um intelectual que nega a realidade. É, para esse pretenso jornalista, Gandhi deve ter sido um idiota útil, assim como Buda e Jesus Cristo. Sim, a realidade que esses viam era bem diferente da vista pelo cronista, mas como idiota inútil, este não foi capaz de perceber a sua pequeneza diante de uma realidade que era incapaz de compreender.
Ao contrário do que apregoa João P. Coutinho, o Hamas não é considerado grupo terrorista pela maioria da comunidade internacional, a não ser que ela seja considerada a reunião de países como os Estados Unidos e a União Européia. No mundo de Alice desse cronista, o planeta apenas tem riquezas e alguns bandidos. Injustiças? Ah, isso é coisa de lunáticos.

O ex-presidente Jimmy Carter, com muita persistência, conseguiu a paz entre egípcios e israelenses, mas, e os outros presidentes estadunidenses, o que fizeram de concreto? Não foi a toa que recebeu o prêmio Nobel da Paz e é reconhecido no mundo inteiro como um grande estadista. Talvez o cronista Coutinho prefira Bush e as sangrias.

Carter possui uma fundação pró-direitos humanos e geralmente não cobra por palestras, ao contrário de outros ex-presidentes estadunidenses. É uma pessoa voltada à luta constante por um mundo melhor e admirada por todos os grandes líderes mundiais e pelas organizações de direitos humanos.

E esse cronista JPC? Difícil dizer. Ele deve ser endeusado por aqueles que crêem que foram escolhidos para usufruirem da riqueza do planeta, vendo os outros como meros objetos. Afinal, o sofrimento alheio nada mais deve ser que uma abstração na cabeça doentia desse comunicador de absurdos.
Depois de tantas idiotices, nada mais me resta, senão nunca mais ler qualquer besteira desse senhor português que apenas envergonha todo o passado cultural e intelectual de Portugal e cancelar a assinatura desse jornal-marqueteiro que sempre tentou posar de independente e esquerdista, sem nunca sê-lo.

CENTROS COMERCIAIS - PARTE 2

Eu sei que os administradores dos Shopping Centers odeiam o termo centros comerciais, sob a alegação de que estes não têm o planejamento de marketing e arquitetônico que os Shoppings Centers têm. Ah, mas que são a mesma coisa, isso são, embora um tenha um estilo mais arrojado que o outro, apenas isso. E digo isso de boca cheia, pois já fui advogado de shopping center. E, para confessar, mesmo trabalhando no interior de um enorme centro comercial, eu mal passeava pelo que denomino de labirintos do terror. Ah, aquilo me assustava, para ser sincero.

60 ANOS SE PASSARAM E A HISTÓRIA NÃO APAGOU

Em maio comemorar-se-ão os 60 anos da criação do Estado de Israel e do êxodo forçado de mais de 500 mil palestinos de sua terra natal. Os judeus têm o direito a um lar, mas os palestinos também. Ninguém deveria sofrer os dramas das guerras que ocorreram nesses 110 anos, ninguém. Isso é questão de humanidade. Quem não respeita o povo judeu pode e deve ser declarado antisemita, mas quem não respeita quaisquer dos povos, incluindo-se aí o palestino ou o judeu, deve ser declarado desumano, figura hodienda.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

CENTROS COMERCIAIS - PARTE 1

Para mim inexiste algo mais sem graça que passar alguns momentos em um Shopping Center. Passear é algo quase sagrado, que relaxa e traz prazer à alma, o que difere, e muito, do caminhar em um local fechado, lotado de lojas e de gente.

Até cinemas eu prefiro os de rua, mais charmosos e com uma seleção de filmes infinitamente superior aos dos acimentados centros comerciais ou de compras, versões brasileiras dos importados "Shopping Centers". Ah, até o nome é ridículo, pois porquê usar o nome em inglês se o português é uma língua infinitamente mais rica e poética que a língua sisuda dos lords neoliberais?

Até o público dos cinemas de rua e dos centros comerciais é totalmente diferente. Parece que o gosto diversificado não se limita propriamente à sétima arte, pois dificilmente um apreciador dos cinemas de arte ingressa nas salas de rua com aqueles baús de pipoca. Já nos "Shoppings", quem se senta nas salas pensa que está em um boteco das guloseimas, de tantos "garçons" que passam oferencendo baldes de pipoca, centenas de doces, barris de refrigerantes e litros de sorvetes. Ah, fala a verdade, essas salas de shopping na verdade ficam na área de alimentação por conta disso. São uma espécie de restaurante de péssimo gosto, com poltronas confortáveis e um serviço de telões com bom som em que passam filmes de qualidade comprovadamente fraca.

Mas gosto não se discute nem se lamenta, respeita-se, embora uma advertência seja útil para repensarmos sobre o que denominamos prazeres e lazer.


domingo, 20 de abril de 2008

LINGUAGEM DA POESIA

Se fosse poeta, poderia dizer, sempre, que não utilizo a língua e nem a forma de linguagem do imperialismo. Não precisaria gritar, falar da forma que pretendem os donos do poder, nem massificar o conteúdo. Preferiria optar pela doçura do incógnito, do dúbio, das palavras que pedem para ser analisadas, que exigem um tempo só para elas.

sábado, 19 de abril de 2008

MOTIVOS PARA AS GUERRAS?

É difícil entender os motivos de tantas guerras? O documentário vencedor do festival Sundance de 2005 esclarece que o sistema capitalista estadunidense, representado pelos complexos interesses das indústrias de guerra (gigantescas indústrias bélicas privadas; grupos terceirizados que participam de atividades indiretas, como na limpeza ou alimentação, ou diretas, como na segurança; é o próprio Estado, que seduz os desempregados e os ilegais; impõem interesses estratégicos de ordem política e econômica), está aniquilando a sua própria democracia e que pouco importa o governante, pois as políticas beligerantes e imperialistas serão sempre as mesmas. O presidente e os congressistas tornam-se imperadores, enganando uma enorme massa, a começar pelo próprio povo estadunidense. São ouvidos especialistas militares e em inteligência. O filme rompe a idiotice sistematizada da grande mídia e ilumina o nosso campo de visão com uma realidade cruel, capaz de amargar o sangue que corre em nossas veias.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

DE AMARGAR

Mais uma infelicidade do bilionário e político italiano Silvio Berlusconi: “as mulheres da direita são certamente mais belas do que as da esquerda”.Machista? Preconceituoso? Racista? O que você acha?

Obras-primas não envelhecem


quinta-feira, 17 de abril de 2008

O QUE PODE SER ISSO?

Teve uma semana em que sofri de crise alérgica, inflamação da laringe, gripe, problemas de estômago e também de intestino, além de uma febre intensa.O que pode ser isso? Idade, validade ultrapassada, falha na fabricação ou, simplesmente, sinal de que estou vivo. Até disso podemos tirar lições, boas lições.Nunca fique triste pelas aparentes adversidades. Saiba sorrir, sempre, pois a vida está aí!

VIVER, VIVENCIAR...

Viver não é preciso. Passar pela vida sem nada fazer ou perceber, é inexistir. Enxergar, ouvir, perceber e refletir são imperativos para o conhecimento, que dita os limites da liberdade, sem a qual inexiste vivência. O apenas viver é a plena ausência e, portanto, uma opção dispensável. Já o vivenciar é o compreender ou até mesmo o modificar, transformando-se numa decisão necessária para quem gosta da vida, que agrega o individual e o coletivo num só tempo e espaço.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

HUMANIZAÇÃO

O SER HUMANO NÃO É NADA, SOZINHO. ELE PRECISA DIALOGAR, OUVIR, SENTIR, OLHAR, OBSERVAR E EXPRESSAR-SE.
MAIS DO QUE PENSAR SOLITARIAMENTE, NECESSITA EXPLORAR A ALMA, PARA HUMANIZAR-SE, SEMPRE.

O PODER TERAPÊUTICO DO SORVETE


Tomo a liberdade de transcrever o texto abaixo, de Cynara Menezes, jornalista. Uma lição de vida doce, dolce vita, PUBLICADO NA REVISTA CARTA CAPITAL NO DIA 13/02/2008.




"Nota inicial


Quando o pessoal da revista me propôs escrever uma coluna no site, logo imaginei o espaço como um oásis virtual. Um lugar onde, na aridez de boas notícias, os leitores pudessem se refugiar, tomar um ar fresco (tudo a ver com o tema da primeira coluna, aliás). Daí o título “La Dolce Vita”. Expressões assim sempre me encantaram: la dolce vita, la buona vita, il dolce far niente, joie de vivre... Parecem condensar algo que me é muito caro e acredito que à maioria de vocês também: a vida é um bem precioso, é única, e existe pra gente ser feliz. Ou pelo menos tentar. As doses de charlatanismo servirão para curar almas atormentadas com problemas minúsculos, e serão ministradas sem o menor rigor ou fundamento científico. Um espaço tipo coração de mãe, onde cabe de tudo um pouco: viagens, gastronomia, cinema, literatura, saúde, humor. Só não me venham com chorumelas. Nem dietas. Não faz muito tempo, ambos os meus sogros estavam doentes. Ela estava hospitalizada e ele fazia quimioterapia por causa de um câncer na garganta. Como efeito colateral do tratamento, queixava-se de enjôos, estava passando mal o coitadinho. Resolvi pesquisar na internet o que poderia funcionar como um paliativo natural para o problema. Maconha, embora seja hoje receitada em vários paises para combater os efeitos da quimio, ele obviamente não iria topar. Encontrei outro: sorvete. Vamos comprar sorvete para o seu pai, eu disse. Acho que ele não gosta de sorvete, o filho respondeu. Impossível. Todo mundo gosta de sorvete. Liga para ele e pergunta. Ligou. Ele respondeu (mas é claro!) que sim, que queria sorvete de limão. Compramos, numa ótima sorveteria de Brasília, a Sorbê, onde há sabores de não sei quantos tipos de fruta, sorvete de limão, cajá-manga e pitanga. Fazia um calor daqueles. Os dois, ela sentadinha em seu leito de hospital, ele na poltrona onde lhe fazia companhia, devoraram tudo. Uns dois meses depois, ele faleceu. Ela se foi em seguida. Nos últimos tempos, abatidos pela doença e pelo desânimo de saberem-se perto do fim, pouco comiam. Mas tomavam sorvete. Fiquei pensando neles um dia desses, ao tomar um copinho na Saborella, outra casa maravilhosa de gelados (não sei se porque é seco, mas os sorvetes da capital são incríveis, recomendo). Passando a pazinha uma hora na bola de creme, outra na de trufa, dei a filosofar. O sorvete pode até não curar, mas alivia as dores. Refresca a existência. Remete à infância, ao gosto de fruta colhida no pé. Tem o poder de dar felicidade instantânea, um êxtase súbito –e geladinho. Lembro de quando era criança e estava com meus pais na sorveteria Danúbio Azul, em Itabuna (BA), uma das melhores do mundo, quando chegou uma menina de rua e pediu: - Me dá um dinheiro para eu comprar sorvete? E eu falei para minha mãe: - Por que ela não pede dinheiro para comprar pão? Sabiamente, minha mãe me deu uma lição para o resto da vida: - Porque ela é uma criança como você e quer tomar sorvete também. O sorvete é democrático. Humaniza. Não há pobre ou rico, direita ou esquerda quando se trata de chupar um picolé. O mundo estaria muito melhor se os donos dele tomassem mais sorvete, tenho certeza. E seus dilemas mais importantes fossem: tapioca ou tamarindo? Jabuticaba ou pistache? Morango ou chocolate? Convido você a um teste: da próxima vez que estiver na pior, pare numa sorveteria, peça uma casquinha de seu sabor favorito e saia lambendo por aí. Duvido que qualquer mau humor resista a um bom sorvete".




CYNARA MENEZES

SONHOS DE CONSUMO

Sim, eu tenho sonhos de consumo:viajar por alguns cantos, como Antártida, América Latina, África, Oriente Médio, Índia, Nepal, Tibete, Rússia, Europa, Lua, Universo...

terça-feira, 15 de abril de 2008

www.cyrosaadeh.blogspot.com

NOTÍCIAS, OPINIÕES, ARTIGOS E MEROS ESCRITOS, POR CYRO SAADEH
UM BLOG CHEIO DE PROSA E COM MUITOS PINGOS NOS “IS”

Um blog, além de primar pela atualidade e periodicidade, tem que ter um pouco de:







RETRATO EM PALAVRAS

Não escrevo poesias para a massa. Na verdade, nem sei se sou poeta. Apenas retrato em palavras o que sinto, com a alma e o coração sofridos. Escrevo com uma ponta de tristeza e outra de reflexão. Escrevo com lágrimas entre os dedos e a mente aguçada pela indignação. Talvez por isso as sentenças soem poéticas, pois fazem sentido para o coração e para a mente. Se as minhas palavras o tocarem, já terei contribuído para uma pequena revolução. Essa pequena mudança, se desencadeada progressivamente, pode redundar numa nova porta para a humanidade. Seria uma revolução com palavras, algo ainda mais poético, como o foi (sem qualquer comparação) a obra Os Sertões.

DICA DO BLOGUEIRO

A Revista Caros Amigos está com dívidas há tempos. Nunca foi superavitária, como gostam de dizer os economistas. É uma revista que tem reduzida publicidade, quase imperceptível, na verdade, mas é uma revista que passa informação, conteúdo e nos atualiza. Sim, é uma luz no fim do túnel da massificação emburrecedora da grande mídia, que nada explica, mas apenas copia.

ASSINE A CAROS AMIGOS (https://www.virtualclub.com.br/shop/caloja/catalogo.asp?ses=ass). Ajude a construir um país melhor, onde a informação não serve apenas para massificar, mas para esclarecer e permitir que compreendamos o mundo que nos rodeia. A revista poderia se chamar CARA COMPREENSÃO... Mas CAROS AMIGOS é melhor, pois nela tudo funciona à base da amizade e do coletivismo. Leia e veja se vale a pena assinar.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

TUDO É POSSÍVEL


Sim, um dia os que carregam armas se renderão à poesia e ao senso de humanidade.

SESSENTA ANOS SE PASSARAM E A HISTÓRIA NÃO APAGOU

Em maio comemorar-se-ão os 60 anos da criação do Estado de Israel e do êxodo forçado de mais de 500 mil palestinos de sua terra natal. Os judeus têm o direito a um lar, mas os palestinos também. Ninguém deveria sofrer os dramas das guerras que ocorreram nesses 110 anos, ninguém. Isso é questão de humanidade. Quem não respeita o povo judeu pode e deve ser declarado antisemita, mas quem não respeita quaisquer dos povos, incluindo-se aí o palestino ou o judeu, deve ser declarado desumano, figura hodienda.

domingo, 13 de abril de 2008

UM POUCO SOBRE O NOSSO PAÍS

É interessante saber como os estrangeiros estudam o nosso país a fundo e o pouco conhecimento que temos dos nossos vizinhos. Somos vistos como um país imperialista pelos nossos hermanos. Na verdade, somos muito diferentes deles. Enquanto eles tiveram líderes nacionais de libertação, nós adotamos o filho do rei de Portugal como nosso primeiro Imperador, e ainda temos a coragem de fazer piadinhas sobre a "burrice" dos portugueses. Acho que burros não foram eles, não.
A revista ao lado foi lançada enquanto a Argentina estava prestes a sofrer um golpe militar, mas praticamente uma década após o Brasil. Por isso, dizem que o nosso país é o ponto-chave da política externa estadunidense na região. Bem, se formos notar que fomos os primeiros a receber "apoio" para o golpe militar, é possível concluir que os nossos vizinhos estejam com a razão.

SABOR DE POESIA


A poesia pode ter sabor, sim, pode ser adocicada e tornar tudo mais belo e leve ou ser amarga e nos levar às lágrimas. A poesia só não pode ser insossa, sem graça, sem nos transformar, ainda que breve e tão somente naquela fração de segundo.

BOATOS

FOFOCAS EXISTEM EM TODOS OS LUGARES, SEJA NA TV, NOS JORNAIS, NAS REVISTAS, NA VIDA REAL OU ATÉ MESMO NO OLIMPO IMAGINÁRIO DE BRASÍLIA.
POR SE TRATAR DE FOFOCA, HÁ QUE SE PONDERAR, ANALISAR. MAS EM UM PAÍS SEDENTO POR ESCÂNDALOS E VINGANÇAS (vide o caso da menina Isabella) OS BOATOS TORNAM-SE VERDADES, AINDA QUE A REALIDADE VENHA A DEMONSTRAR O CONTRÁRIO.
A charge ao lado é do Angeli e foi publicada na Folha, edição de 12/04/2008.

sábado, 12 de abril de 2008

QUANDO A EDUCAÇÃO INCOMODA

Desde que foram criadas pelo ser humano, as palavras foram capazes de revolucionar corações e mentes. Nos fizeram refletir sobre atitudes presentes e passadas. Transformaram e inconformaram-nos. Consistem-se na base da reflexão para um mundo mais justo e humano, livre de dogmas.
As palavras incomodam e por isso ainda não são acessíveis a todos.
Apenas saber ler algumas palavras e escrever alguns nomes não significa ter a capacidade de compreensão das palavras e da leitura.

A REALIDADE CAPITALISTA

Muitas e muitas vezes, uma educação de qualidade não interessa a muita gente. Veja o texto de Eduardo Galeano , in “Patas Arriba”:

"A REALIDADE CAPITALISTA. Lee Iacocca, que foi um grande executivo da empresa Chrysler, visitou Buenos Aires no fim de 1993. Em sua conferência, falou com admirável sinceridade sobre o desemprego e a educação: “O problema do desemprego é um tema duro. Hoje, podemos ter o dobro de automóveis com a mesma quantidade de gente trabalhando. Quando se fala em melhorar o nível educacional da população como solução ao problema do desemprego, sempre digo que me preocupa a lembrança do que se passou na Alemanha: ali se investiu na educação como verdadeiro remédio para o desemprego e o resultado foi a frustração de centenas de milhares de profissionais que foram empurrados ao socialismo e às manifestações e reivindicações. Não é fácil para mim, mas me pergunto se não seria melhor se os desempregados atuassem com lucidez e procurassem emprego diretamente no Mc Donald’s.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

cyrosaadeh.blogspot.com


Uma nova etapa e um novo blog.

Talvez mais poético ou cheio de linguiças gordurosas, sei lá.

O que desejo é poder continuar a prosa de sempre.

Seja bem-vindo e boa sorte a todos nós!